Sempre me senti diferente dos outros. Não mais bonita, não mais inteligente, não mais especial, não mais esperta, não mais maluca, não mais legal, apenas diferente. Sou diferente na forma de sentir, tudo que me toca, me toca fundo. Tudo que me alegra, me alegra muito. Tudo que me dói, dói forte, corta. Nunca tive muitos freios em matéria de sentimento. Sempre que eu quis ir, fui. Muito me estrepei. Sempre que quis falar, falei. Muito me ralei. Aprendi um pouco a calar, a tentar respirar fundo e pensar. Mas não há nada que se possa fazer em relação a isso. Só me resta passar o tempo esperando inevitável, observando os fantasmas do meu passado se agitarem em volta do meu presente insignificante. " Me perdoe mãe, eu nunca pretendi te machucar, eu nunca pretendi te fazer chorar, mas hoje à noite, eu to limpando o meu armário. " [...] Juliana Adans, 15 years, Brazil.